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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

“DÍVIDA ESTRANGULA MUNICÍPIO”

Noticia publicada no "Jornal de Noticias" no dia 03 de Janeiro de 2014







Na reunião da Câmara Municipal de Alijó realizada esta Quarta-feira, o vereador do MAIS, Miguel Rodrigues, tomou posição sobre a notícia do JN sobre Alijó. Transcreve-se a sua declaração:

"Não posso deixar de tomar posição sobre a notícia publicada no “Jornal de Notícias”, na sua edição de 03-01-2014, sob o título “Dívida estrangula Município”. Designadamente dois aspetos que aqui devem ser desmentidos, por não corresponderem à verdade.
O primeiro tem a ver com a “surpresa” que o Presidente da Câmara invoca sobre o endividamento da Câmara de Alijó. As dificuldades financeiras da Autarquia eram já do domínio público e qualquer munícipe minimamente atento disso tinha conhecimento. Aliás, enquanto candidato, o atual Presidente da Câmara várias vezes se referiu à Câmara de Alijó como estando em “desequilíbrio financeiro estrutural”, pelo que não ignorava as dificuldades, nem podia, pois tal seria incompreensível num candidato.
Não pode, portanto, utilizar a “surpresa” como desculpa para não resolver os problemas, pois para isso foi eleito.
É, de resto, um vício frequente na política convencional, o de se adotarem discursos eleitorais desajustados da realidade, para logo após a tomada de posse se invocar a “surpresa” da herança para nada resolver.
Talvez seja disso mesmo demonstrativo o discurso do então candidato, na campanha eleitoral, centrado quase exclusivamente na agricultura e na valorização dos agricultores, para agora, após as eleições e já Presidente da Câmara, orçamentar apenas €16.000,00 para a “agricultura, caça e pesca” para todo o ano de 2014, ou seja, menos do que vai gastar com vencimentos do secretário que nomeou para o novo “Gabinete de apoio à vereação”. Afinal, a “dívida” não impede as nomeações políticas e a promoção do aparelho partidário que acabam por prevalecer. E em tão curto espaço de tempo foram já efetuadas duas nomeações políticas por este Presidente de Câmara, cujos encargos são agora suportados pelos cofres da Autarquia. O que retira toda a coerência nas preocupações manifestadas sobre as dificuldades financeiras do Município.
A outra incorreção contida na notícia tem a ver a esperança depositada pelo Presidente da Câmara no “Fundo de Apoio Municipal que está ser desenhado”. Na verdade, não se trata de um “Fundo de Apoio”, mas sim do Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) e de um Plano de Reequilíbrio Financeiro (PRF), já “desenhados” no final de 2012, aceite pelo Governo, com assinaturas de três Secretários de Estado, incluindo a atual Ministra das Finanças, e que aguarda visto do Tribunal de Contas.

A notícia do JN termina de modo infeliz, com o Presidente da Câmara declarando que “não vai ser possível fazer quase nada”, o que é uma afirmação imprópria para um Presidente de Câmara em início de mandato. Um discurso de lamentações, desculpas, mas nenhumas soluções e, sobretudo, demonstrador da inexistência de uma estratégia que, no meio de tantas contrariedades, possa apontar um caminho de esperança e confiança à população deste concelho."

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

ORÇAMENTO PARA 2014 APROVADO COM OS VOTOS CONTRA DO MAIS.

O orçamento da Junta de Freguesia de Carlão e Amieiro foi aprovado na última reunião de Assembleia de Freguesia, com os votos contra dos membros eleitos pelo Movimento Independente – MAIS e votos a favor dos membros do Partido Socialista e do Partido Social Democrata.

O orçamento para 2014, sofreu uma redução face aos anteriores, sendo que a redução do orçamento é feita exclusivamente à custa das despesas de investimento.
Defende-mos que seja feito um esforço ao nível da redução das despesas correntes, exigido pela situação de crise em que vivemos.
Mas, o que acontece é o corte no investimento previsto para o próximo ano, enquanto as despesas correntes permanecem praticamente inalteradas.
Estamos preocupados com as receitas, pelo corte anunciado nas transferências das verbas do Orçamento de Estado, para os Municípios e Juntas de Freguesia.

Temos o futuro hipotecado pela má gestão dos anteriores executivos do partido socialista a governar a Junta de Freguesia de Carlão e a Junta de Freguesia do Amieiro.

A Junta de Freguesia de Carlão tem uma divida de 594.005,01€.

A Junta de Freguesia do Amieiro tem uma divida de 5.994,99€.

A divida acumulada da União de Freguesias de Carlão e Amieiro para 2014 é de 600.000,00€ (cento e vinte mil contos na moeda antiga)

A Junta de Freguesia de Carlão está a ser alvo de uma ação judicial no Tribunal de Sabrosa, cujo processo tem o n.º 184/11.2 por falta de pagamento de 521.517,00€ (mais de 100 mil contos em moeda antiga) a um dos empreiteiros que fizeram obras nesta freguesia, pavimentações e calçadas dos familiares e amigos.
Era previsível este desfecho, a má gestão dos dinheiros públicos, de contrair dívidas a fornecedores e alegado favorecimento próprio, a familiares e amigos.
Nas contas votadas em Assembleia de Freguesia, estas dividas sempre foram escondidas.
A situação complicada em que a Freguesia fica agora, deve-se à promiscuidade dos anteriores executivos, que deviam ter tido uma atitude mais responsável.

Situações de gestão que não são claras nem nos parecem legais. Para além do grau de endividamento, que é claramente excessivo, também houve negócios que o anterior executivo fez que não foram corretos:
O aluguer do posto de combustível a uma empresa privada por 50€ mês.

Na última Assembleia de Freguesia, confrontados com estes valores em divida os membros do MAIS questionaram o atual presidente da mesa da Assembleia de Freguesia que no último mandato era o tesoureiro da Junta de Freguesia de Carlão, ao qual respondeu que desconhecia que existia uma divida.

Desta forma os membros do MAIS apresentaram uma proposta á mesa da Assembleia de Freguesia, para convocar o anterior executivo para esclarecer o teor da divida, esta proposta foi REPROVADA com os votos contra dos membros do Partido Socialista e do Partido Social Democrata.

Desta votação sobressai uma grande incoerência, na ultima campanha eleitoral autárquica o candidato do PSD a presidente da Câmara Municipal e que viria a ser o vencedor das eleições e hoje Presidente de Câmara Municipal de Alijó apregoava aos sete ventos que se fosse eleito Presidente iria fazer auditorias a todas as Juntas de Freguesia, porque dizia que havia processos que não eram claros. Agora os membros eleitos pelo PSD na Assembleia de Freguesia de Carlão votam contra a proposta do seu próprio candidato!!

Ficam assim os habitantes desta união de freguesias privados de saber que obras foram adjudicadas e qual o seu valor. Ficamos assim a aguardar mais explicações dos responsáveis…

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

PARQUE NATURAL DO VALE DO TUA


Parque Natural do Vale do Tua vai estender-se por 25 mil hectares dos 5 municípios

Lusa
20 Nov, 2012, 20:57

O Parque Natural Regional do Vale do Tua (PNRVT), que vai absorver 70 milhões de euros atribuídos pela EDP, vai estender-se por 25 mil hectares e ter uma porta de entrada em cada um dos cinco municípios deste território.


O parque vai ser gerido pela Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua e resulta das contrapartidas pagas pela EDP no âmbito da construção da Barragem de Foz Tua.
Hoje, em Alijó, foram apresentados alguns dos objetivos do PNRVT e foram também recolhidos contributos por parte dos participantes, públicos e privados, num workshop.
O diretor executivo da agência de desenvolvimento, José Silvano, explicou que o objetivo é criar um "chapéu integrador" das verbas a receber da EDP, cerca de 70 milhões de euros.
Inicialmente estava previsto que a verba fosse atribuída ao longo dos 75 anos de concessão do empreendimento mas, segundo José Silvano, pretende-se agora que seja antecipada para 12 anos, ou seja, seis milhões de euros por ano.
O programa base do PNRVT tem precisamente um horizonte de 12 anos.
Três por cento da receita líquida anual da Barragem de Foz Tua reverte a favor do Fundo de Biodiversidade, dos quais 75 por cento são precisamente para este parque.
Silvano espera que o projeto seja aprovado pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) até ao final de dezembro, para que as candidaturas, quer a públicos ou privados, possam ser abertas até março.
O parque visa garantir a conservação do património histórico e cultural, bem como da natureza e da biodiversidade, e promover a utilização sustentável dos recursos da região.
Pretende ainda ser um instrumento de promoção do desenvolvimento do turismo sustentável.
O parque vai estender-se ao longo de 25 mil hectares dos cinco municípios do Vale do Tua, nomeadamente Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor e vai ter uma porta de entrada em cada um destes concelhos.
A área proposta, ainda sujeita a reajustes, não colide com o Douro Património Mundial da UNESCO.
Aliás, segundo o presidente da Câmara de Alijó e da ADRVT, Artur Cascarejo, vai funcionar precisamente em complementaridade com o Douro Vinhateiro.
O autarca acredita que este projeto vai ser "uma alavanca para promover o desenvolvimento regional", aproveitando as potencialidades locais e ajudando no combate à desertificação.

terça-feira, 8 de maio de 2012

«FACTURAS DE BETÃO»


Para os menos esclarecidos vejam o vídeo.

Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI. «Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

INAUGURAÇÃO DO IC5 – A ESTRADA DA JUSTIÇA.


O IC5 É CONSIDERADO “UMA JANELA DE OPORTUNIDADES” PARA A REGIÃO TRANSMONTANA


Foi pensado como um eixo estruturante que permitisse ligar o litoral norte ao interior do país. É uma estrada bastante importante para a região transmontana porque vem "desencravar" vários municípios cujas acessibilidades se classificam actualmente abaixo do medíocre
O IC5 é considerado pelos autarcas da região como uma via "estruturante" e há muito reclamada pelos concelhos do nordeste interior. Vai ligar o concelho de Miranda do Douro ao nó da futura autoestrada transmontana, junto ao Alto do Pópulo, no concelho de Alijó.
A abertura do IC5 poderá “em muito” potenciar o turismo da região, considerado a sua “principal” indústria, poderá trazer "desenvolvimento económico" aos concelhos por onde passa, já que os aproxima do litoral.
Como é uma via que não terá portagens, poderá ser uma alternativa para quem se desloca ao sul do distrito de Bragança e para o IP4. O IC5 vai desencravar toda a parte sul do distrito de Bragança e criar novos desafios. No entanto, fica pendente a sua ligação com Espanha, já que será uma das portas de entrada de espanhóis em Portugal, apesar de o itinerário terminar a cerca de 10 quilómetros da fronteira.
Esta nova via rodoviária é “um acto de justiça para com as populações que há muitos anos ansiavam por esta ligação”, a importância desta nova via não é só no aspecto rodoviário, mas também na competitividade que se acredita que vai trazer á região do ponto de vista económico e social.
Novas acessibilidades são uma forma de canalizar investimento para a região, pois acredita-se que irão criar um conjunto de oportunidades, pois torna a região mais competitiva, mais atractiva e serve as suas populações nas suas múltiplas necessidades.
No entanto o território tem que saber depois aproveitar estas oportunidades, é importante que os agentes económicos tenham a capacidade e a criatividade para aproveitar estas novas infra-estruturas e tirarem delas o máximo potencial e serem agentes de dinamização económica da região.
O IC5 vai permitir ligar Murça e Alijó a Miranda do Douro, mas também articular na zona de Vila Flor com o IP2 entre Bragança e a A25, aproximando assim o Nordeste Trasmontano.
Uma obra que irá permitir uma melhoria das condições de circulação há muito aguardada pelas populações do concelho de Alijó.

Boa Viagem a todos e conduzam com prudência.


domingo, 4 de março de 2012

REUNIÃO NA CAMARA MUNICIPAL DE ALIJÓ PARA DEBATER A SAÚDE NO CONCELHO

A Reorganização da Prestação de Cuidados de Saúde, recentemente operada no Centro de Saúde de Alijó, conduziu ao encerramento de algumas Extensões, nomeadamente a Chã que servia de atendimento á população da Freguesia de Carlão sendo mais um sério obstáculo à prestação de cuidados de saúde que se querem de proximidade. Esta medida afecta sobretudo uma população maioritariamente envelhecida, mais pobre e desprotegida. Sendo que a nossa população segundo os censos 2011, apresenta um preocupante índice de envelhecimento, o qual se desaconselha que seja dificultada a prestação de cuidados de saúde. Acresce que não existem transportes públicos, exceptuando os transportes escolares o que impossibilita e torna mais cara a deslocação dos utentes, pois grande parte da população mais idosa não dispõe de meios de transporte próprio, nem meios económicos que permitam pagar um táxi, para o Centro de Saúde de Alijó, para onde foi deslocado o acompanhamento médico e de enfermagem, na sequência do encerramento da extensão de saúde.
Anteriormente já foi encerrado o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde, para além das sucessivas reduções no horário de funcionamento, bem como o fecho da Extensão de Saúde de Carlão.
É nosso entender que em vez de deslocar as populações, deve proceder-se à deslocação dos médicos e restantes serviços operativos, para junto da população afectada.

Ora nesta sequência foi convocada uma reunião para debater o actual estado da saúde no Concelho e apresentar alternativas aos recentes encerramentos das Extensões de Saúde e consolidar uma posição por parte do Município de Alijó para contestar junto da ARS-Norte todos estes encerramentos. A reunião teve lugar na Câmara Municipal de Alijó com todo o Executivo Camarário e os Presidentes das Juntas de Freguesia afectadas pelo encerramento das Extensões de Saúde, sendo que o Presidente da Câmara Municipal deu ordem verbal aos Presidentes das Juntas de Freguesia para se fazerem acompanhar dos membros da oposição das respectivas Assembleias de Freguesia. Acontece que a Presidente da Junta de Freguesia de Carlão não convocou ninguém da oposição, serve mais este exemplo para demonstrar o interesse que tem na defesa dos interesses da população da Freguesia de Carlão.
Desta reunião resultou uma exposição a remeter à ARS-Norte, depois de presente a reunião de Câmara extraordinária e logo de seguida à Assembleia Municipal.

SOUTO MOURA ENTERRA CENTRAL DE FOZ TUA EM BUNKER NO MONTE

Barragem vai ter casa das máquinas dissimulada no interior do monte para reduzir impacto visual da central na zona Património Mundial da Humanidade

Imagem virtual do final da obra

O projecto de Souto Moura para a barragem de Foz Tua prevê o corte do monte para construir um edifício técnico que depois será tapado com rocha e terra, preservando ao máximo a paisagem do vale.
É uma solução inovadora que esconde por baixo do solo as zonas técnicas e sociais da barragem, apenas deixando à superfície as peças transformadoras. A EDP confia que o novo projeto irá agradar à UNESCO, não temendo, por isso, a desclassificação do Alto Douro vinhateiro como Património Mundial da Humanidade.
Para minimizar o impacto visual e integrar a obra na sua envolvente natural, Souto Moura desenhou uma solução parecida com a do Estádio Axa, em Braga, também da sua autoria. Será feito um corte de perto de 90 graus no monte para acolher o edifício de aproveitamento hidroelétrico e, depois, a construção será tapada com pedra e solo e serão plantadas oliveiras, mantendo-se, assim, o corte original do monte e a harmonia visual do vale. "O edifico está lá, tem é uma arrumação diferente do costume", explicou, ontem, no Porto, o autor do projeto. "Está dissimulado num bunker que minimiza o impacto do betão", acrescentou o vencedor do Pritzker 2011 - a mais importante distinção mundial de arquitetura.
O presidente da EDP, António Mexia, mostrou-se satisfeito com "este exercício, unanimemente reconhecido como de enorme qualidade", que "transformou uma coisa claramente intrusiva em qualquer coisa que está totalmente inclusiva". A obra deverá concluir-se em 2015.
Recorde-se que, em outubro passado, a empresa tinha convidado Souto Moura para minimizar os impactos da barragem de Foz Tua - inserida em parte na zona Património Mundial - depois de técnicos da UNESCO terem ameaçado com uma desclassificação. A experiência terá sido tão do agrado da EDP que todas as futuras casas de máquinas também serão encomendadas a vencedores do Pritzker, anunciou Mexia.
A solução caiu bem junto de alguns autarcas do Tua presentes na apresentação. "Prova que quando os desafios são grandes, mas a qualidade também é superior se conseguem excelentes resultados", disse Artur Cascarejo, presidente da Câmara Municipal de Alijó. José Silvano, ex-edil de Mirandela, gostou da solução e espera que se vá mais além, para "conseguir também integrar o paredão".

Leia a noticia em http://www.jn.pt

sábado, 28 de janeiro de 2012

FOZ TUA: ARTUR CASCAREJO VAI PRESIDIR À DIREÇÃO DA AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Fonte: Agência Lusa

O presidente da câmara de Alijó, Artur Cascarejo, vai assumir a direção da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua, criada na sequência da construção da Barragem de Foz Tua.
A agência é constituída pelos cinco municípios da área de influência da barragem, Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor, e a EDP, que fica com a presidência da Assembleia Geral.
O autarca disse hoje à Agência Lusa que ficou decidido que os municípios vão assumir a direção do organismo de forma rotativa, pelo que Alijó é o primeiro a ocupar o cargo.
A apresentação pública dos órgãos sociais será feita até ao final de março.
A agência tem como missão gerir todos os projetos de desenvolvimento do vale do Tua.
Artur Cascarejo referiu que a Agência vai dispor de 1,5 milhões de euros, 500 mil dos quais serão atribuídos já este ano e que serão investidos no desenvolvimento deste território.
Estas verbas serão uma base que poderá alavancar outras fontes de financiamento, nomeadamente o QREN, e serão ainda, de acordo com o autarca, aplicadas na ajuda à criação do próprio emprego.
Na sequência da construção da barragem, a EDP vai aplicar ainda 10 milhões de euros no plano de mobilidade, que prevê uma solução integrada de transporte, que garanta a mobilidade quotidiana e turística como alternativa aos 16 quilómetros da linha ferroviária do Tua que, devido à construção da barragem, vão ficar submersos pela futura albufeira.
Serão também destinados 10 milhões de euros para o parque de natureza e biodiversidade.
Artur Cascarejo tem sido um defensor do empreendimento, que está a ser construído na confluência entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães.
Na obra trabalham atualmente cerca de 500 pessoas, muitas das quais foram contratadas localmente.
A conclusão da barragem está prevista para 2015, estimando-se um investimento de 300 milhões de euros (entre a construção da central e das respetivas infraestruturas hidráulicas).
Cascarejo lamentou a derrocada que na quinta-feira vitimou três operários que trabalhavam na construção do paredão do empreendimento, mas referiu que esta não pode servir de pretexto para por a obra em causa.
"É uma fatalidade lamentável, mas que não decorreu de uma ação de trabalho", referiu.

Está encontrado um dos motivos pela qual o Presidente do Município de Alijó defendeu com veemência a construção desta barragem, ele que está no seu ultimo mandato como Presidente do Município de Alijó e impedido de se voltar a recandidatar...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

BARRAGEM DO TUA PODE FAZER DOURO DEIXAR DE SER PATRIMÓNIO MUNDIAL


A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, de acordo com um relatório citado pela edição desta quarta-feira do jornal Público.
De acordo com um relatório elaborado por um uma associação de profissionais da conservação do património, a Icomos, a construção da barragem do Tua terá "um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal que é o fundamento da classificação da UNESCO". 
A Quercus já pediu ao Governo que pondere o que é mais importante para o país, o Douro como património mundial ou a barragem do Tua, face à possibilidade da UNESCO retirar a classificação devido ao impacto da barragem.
"Esperamos que o Governo procure pesar o que é mais importante para o desenvolvimento do país: se uma barragem ou se a classificação de património mundial da Região do Douro, até em termos de impacto turísticos", disse à Lusa a membro da associação ambientalista Quercus Susana Fonseca.

Por outro lado o presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) diz que a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da Humanidade não pode ser um pretexto para que nada se faça neste território.
"Não se pode criar uma reserva aqui. É preciso criar condições para as pessoas que cá vivem, senão podemos vir a ter uma reserva sem habitantes", afirmou Artur Cascarejo, também presidente da Câmara de Alijó, concelho onde está a ser construído o paredão da Barragem de Foz Tua.
Hoje o jornal Público cita um relatório, elaborado pela associação Icomos, que refere que a construção da barragem terá "um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO".
O autarca disse desconhecer este relatório, mas lembrou que, antes de se iniciar a construção da barragem, foi necessário proceder a uma Declaração de Impacto Ambiental (DIA) e aprovar o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAP).
"Agora que já estão em obra, que a paisagem está escavacada, é que vêm por em causa o empreendimento", questionou o autarca. Artur Cascarejo recordou os aspectos negativos da barragem com a perda de "uma beleza ambiental", mas sublinhou as contrapartidas positivas decorrentes deste projecto, nomeadamente para o seu concelho.
Segundo o autarca, o empreendimento está a criar 1500 postos de trabalho, o alojamento em Alijó está praticamente esgotado e, nos últimos tempos, até abriram novos restaurantes no concelho.
Entre as contrapartidas para a região pelos impactos da barragem está também a criação de uma agência de desenvolvimento regional, em parceria com as cinco autarquias da área de influência do empreendimento, nomeadamente Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Mirandela, no distrito de Bragança, e Alijó e Murça, no de Vila Real.
São cerca de 20 milhões de euros que, segundo Artur Cascarejo, vão ser investidos no empreendedorismo local, em obras com vista ao desenvolvimento deste território e na preservação ambiental.
A barragem de Foz Tua faz parte do Plano Nacional de Barragens. Este empreendimento deverá estar concluído em 2015 e representa um investimento de 305 milhões de euros.
A EDP estima também que esta obra vá gerar quatro mil postos de trabalho, directos e indirectos.
Por fim, o autarca disse estranhar que, antes de cada aniversário da classificação do Douro, que se assinala a 14 de Dezembro, surjam sempre notícias sobre o risco de desclassificação ou de repreensões por parte da UNESCO.
A Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, realizou em Abril uma visita ao local e elaborou, a pedido do Governo português, um relatório sobre as consequências da construção da barragem.
Num relatório concluído no final de Junho e remetido ao governo português em Agosto, a Icomos aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adoptou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projecto da barragem.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

CASA MORTUÁRIA INAUGURADA.


No passado dia 17 de Abril, a Aldeia de Carlão, acolheu as cerimónias da inauguração da Casa Mortuária.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do Vice - Presidente da Câmara Municipal de Alijó, da presidente da Junta de Freguesia de Carlão.
A bênção deste novo espaço, há muito ansiado pela população e que resultou da readaptação do edifício onde outrora funcionou uma das salas da escola primária e telescola desta localidade, esteve a cargo do pároco da aldeia.
Não concordamos com a conversão do edifício da antiga escola em Casa Mortuária consideramos esta ideia “desadequada”, as antigas escolas eram “centros de vida”, devendo a sua futura utilização respeitar esse passado e apenas na absoluta ausência de alternativas serem considerados outros fins, como Casas Mortuárias.
Em Carlão existia alternativa, no adro da igreja existe um espaço para esse fim.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

FELIZ PÁSCOA


A Páscoa cristã celebra o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, a vitória sobre a morte depois da sua morte por crucificação.
Somente o sacrifício de Jesus Cristo dá sustentação a um mundo que, não obstante sua maldade,
Na ressurreição de Jesus Cristo há a inversão da polaridade da vida. O paradigma "viver antes, morrer depois", em Jesus Cristo é substituído por "morrer antes, viver depois". A real densidade da vida é aquela que Jesus Cristo conquista na sua ressurreição. O ressuscitado tem uma vida que não morre mais. A vida na sua plenitude exige a morte; somente depois de morrer é possível viver verdadeiramente. Permanece alvo da misericórdia e graça de Deus.
Quem vive preso ao paradigma antigo: "viver antes, morrer depois", está preso a uma qualidade de vida finita, contida nos limites da mortalidade.
Aquele que vive sob o novo paradigma da ressurreição: "morrer antes, viver depois", encontra e desfruta a verdadeira e real dimensão da vida.
Seguir a Jesus Cristo é colocar os pés na rota da vida eterna. Quem sabe que a plenitude da vida está para além do túmulo, que fica vazio na ressurreição, saberá viver aqui e agora além dos limites do morrer, terá a verdadeira vida desde já, pois Jesus Cristo prometeu: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente".
Que, na Páscoa, a nossa fé seja revigorada pela certeza de que Cristo ressuscitou e está entre nós!
Páscoa é dizer sim ao amor e á vida; é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade, é momento de união, parar para reflectir. Jesus morreu e ressuscitou para mostrar ao mundo o verdadeiro sentido da Vida, desejamos assim uma Pascoa Feliz.