quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

BARRAGEM DO TUA PODE FAZER DOURO DEIXAR DE SER PATRIMÓNIO MUNDIAL


A construção da barragem de Foz Tua pode levar à perda da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da UNESCO, de acordo com um relatório citado pela edição desta quarta-feira do jornal Público.
De acordo com um relatório elaborado por um uma associação de profissionais da conservação do património, a Icomos, a construção da barragem do Tua terá "um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal que é o fundamento da classificação da UNESCO". 
A Quercus já pediu ao Governo que pondere o que é mais importante para o país, o Douro como património mundial ou a barragem do Tua, face à possibilidade da UNESCO retirar a classificação devido ao impacto da barragem.
"Esperamos que o Governo procure pesar o que é mais importante para o desenvolvimento do país: se uma barragem ou se a classificação de património mundial da Região do Douro, até em termos de impacto turísticos", disse à Lusa a membro da associação ambientalista Quercus Susana Fonseca.

Por outro lado o presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) diz que a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da Humanidade não pode ser um pretexto para que nada se faça neste território.
"Não se pode criar uma reserva aqui. É preciso criar condições para as pessoas que cá vivem, senão podemos vir a ter uma reserva sem habitantes", afirmou Artur Cascarejo, também presidente da Câmara de Alijó, concelho onde está a ser construído o paredão da Barragem de Foz Tua.
Hoje o jornal Público cita um relatório, elaborado pela associação Icomos, que refere que a construção da barragem terá "um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO".
O autarca disse desconhecer este relatório, mas lembrou que, antes de se iniciar a construção da barragem, foi necessário proceder a uma Declaração de Impacto Ambiental (DIA) e aprovar o Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAP).
"Agora que já estão em obra, que a paisagem está escavacada, é que vêm por em causa o empreendimento", questionou o autarca. Artur Cascarejo recordou os aspectos negativos da barragem com a perda de "uma beleza ambiental", mas sublinhou as contrapartidas positivas decorrentes deste projecto, nomeadamente para o seu concelho.
Segundo o autarca, o empreendimento está a criar 1500 postos de trabalho, o alojamento em Alijó está praticamente esgotado e, nos últimos tempos, até abriram novos restaurantes no concelho.
Entre as contrapartidas para a região pelos impactos da barragem está também a criação de uma agência de desenvolvimento regional, em parceria com as cinco autarquias da área de influência do empreendimento, nomeadamente Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Mirandela, no distrito de Bragança, e Alijó e Murça, no de Vila Real.
São cerca de 20 milhões de euros que, segundo Artur Cascarejo, vão ser investidos no empreendedorismo local, em obras com vista ao desenvolvimento deste território e na preservação ambiental.
A barragem de Foz Tua faz parte do Plano Nacional de Barragens. Este empreendimento deverá estar concluído em 2015 e representa um investimento de 305 milhões de euros.
A EDP estima também que esta obra vá gerar quatro mil postos de trabalho, directos e indirectos.
Por fim, o autarca disse estranhar que, antes de cada aniversário da classificação do Douro, que se assinala a 14 de Dezembro, surjam sempre notícias sobre o risco de desclassificação ou de repreensões por parte da UNESCO.
A Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património, realizou em Abril uma visita ao local e elaborou, a pedido do Governo português, um relatório sobre as consequências da construção da barragem.
Num relatório concluído no final de Junho e remetido ao governo português em Agosto, a Icomos aponta os impactos negativos e graves da construção do empreendimento e sublinha que o Estado português não adoptou todos os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no processo de análise e aprovação do projecto da barragem.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

ALIJÓ: ATENTADO AMBIENTAL NA FREGUESIA DE CARLÃO

O jornal regional "A Voz de Trás-os-Montes" fez referencia ao caso da retirada ilegal de grandes quantidades de saibro de terrenos públicos pela empresa Mota Engil, na edição de 1 de Setembro de 2011.





ALIJÓ: ATENTADO AMBIENTAL NA FREGUESIA DE CARLÃO


Também o jornal regional "Noticias de Vila Real" tinha feito referencia ao caso da retirada ilegal de grandes quantidades de saibro de terrenos públicos pela empresa Mota Engil.


GNR LEVANTA DOIS AUTOS DE CONTRAORDENAÇÃO À MOTA-ENGIL POR EXTRAÇÃO ILEGAL DE INERTES EM CARLÃO

A RTP, no seu site, citando a Agência LUSA, informa que a GNR vai levantar dois autos de contra ordenação à construtora Mota-Engil por extracção de inertes em dois locais não licenciados na localidade de Carlão, concelho de Alijó, disse hoje à Lusa fonte daquela força policial.

A LUSA ouviu Miguel Rodrigues, Vereador do PSD, relativamente a este atentado ambiental, já que o alerta para a ilegalidade foi dado precisamente pelos Vereadores Sociais Democratas na Câmara de Alijó.


 
O Núcleo de Protecção Ambiental (NPA) de Peso da Régua recebeu uma denúncia e após se deslocar a Carlão verificou a existência de dois locais de extracção de inertes não licenciados. O saibro estaria a ser utilizado nas obras de construção do Itinerário Complementar 5 (IC5).

A Agência Lusa tentou obter uma reacção por parte da empresa, o que não foi possível até ao momento.

Segundo a GNR, vão agora ser levantados autos de contra-ordenação à construtora Mota-Engil, que serão enviados para as entidades competentes. Um será encaminhado para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), por se tratar de uma extracção em zona de Reserva Ecológica Nacional (REN), e o outro para o município de Alijó, já que a extracção estava a ser feita em local onde o licenciamento cabe ao município.

O auto de contra-ordenação referente à área REN pode ir dos 30.000 aos 70.000 euros, enquanto que o outro pode variar entre os 2.493 aos 44.891 euros.

A GNR está ainda a investigar outras entidades que são suspeitas de extracção de saibro naquele local o que, a confirmar-se, levará ao levantamento de mais autos de contra-ordenação.

O alerta para a situação em Carlão partiu dos vereadores da oposição na Câmara de Alijó, que levaram o assunto a reunião do executivo camarário em meados de julho, tendo, posteriormente, a autarquia feito seguiruma denúncia para o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA).



Miguel Rodrigues, vereador do PSD, fala num "atentado ambiental" resultante da "abertura de uma enorme cratera".
Em Carlão, no acesso para a Senhora da Cunha, começou a ser visível a partir de meados de Julho, "uma enorme saibreira, de onde foram já retiradas grandes quantidades de saibro, perante a ausência de fiscalização das entidades públicas responsáveis".

"A extracção de saibro, tal como de qualquer outro inerte, está sujeita a processos de regulamentação muito exigentes. Esta exploração não obedeceu a qualquer tipo de licença", salientou.

O vereador salientou que se trata de uma "actividade que gera fortes impactos ambientais e que, exercida ilegalmente, se revela altamente lucrativa".

O responsável referiu que, entretanto, teve a informação de que as máquinas já não estão no local.

No entanto, exige que sejam "apuradas responsabilidades" e a "recuperação ambiental" do espaço em causa. 

GNR LEVANTA DOIS AUTOS DE CONTRAORDENAÇÃO À MOTA-ENGIL POR EXTRAÇÃO ILEGAL DE INERTES EM CARLÃO

Alijó: GNR levanta dois autos de contraordenação à Mota-Engil por extração de inertes em locais não licenciados.

 

06 de setembro de 2011, 15:15
Alijó, 06 set (Lusa) -- A GNR vai levantar dois autos de contraordenação à construtora Mota-Engil por extração de inertes em dois locais não licenciados na localidade de Carlão, concelho de Alijó, disse hoje à Lusa fonte daquela força policial.
O Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Peso da Régua recebeu uma denúncia e após se deslocar a Carlão verificou a existência de dois locais de extração de inertes não licenciados. O saibro estaria a ser utilizado nas obras de construção do Itinerário Complementar 5 (IC5).
A Agência Lusa tentou obter uma reação por parte da empresa, o que não foi possível até ao momento.

terça-feira, 26 de abril de 2011

NOTICIA JORNAL "NOTICIAS DO DOURO"

Artigo publicado no Jornal "Noticias do Douro" n.º 3827 de 22 de Abril de 2011.

"Foi escola de Salasar...
por ordem dos socialistas do executivo de Alijó
passou a Casa Mortuária..."


in Noticias do Douro

sexta-feira, 22 de abril de 2011

CASA MORTUÁRIA INAUGURADA.


No passado dia 17 de Abril, a Aldeia de Carlão, acolheu as cerimónias da inauguração da Casa Mortuária.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do Vice - Presidente da Câmara Municipal de Alijó, da presidente da Junta de Freguesia de Carlão.
A bênção deste novo espaço, há muito ansiado pela população e que resultou da readaptação do edifício onde outrora funcionou uma das salas da escola primária e telescola desta localidade, esteve a cargo do pároco da aldeia.
Não concordamos com a conversão do edifício da antiga escola em Casa Mortuária consideramos esta ideia “desadequada”, as antigas escolas eram “centros de vida”, devendo a sua futura utilização respeitar esse passado e apenas na absoluta ausência de alternativas serem considerados outros fins, como Casas Mortuárias.
Em Carlão existia alternativa, no adro da igreja existe um espaço para esse fim.