terça-feira, 8 de maio de 2012

«FACTURAS DE BETÃO»


Para os menos esclarecidos vejam o vídeo.

Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI. «Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

INAUGURAÇÃO DO IC5 – A ESTRADA DA JUSTIÇA.


O IC5 É CONSIDERADO “UMA JANELA DE OPORTUNIDADES” PARA A REGIÃO TRANSMONTANA


Foi pensado como um eixo estruturante que permitisse ligar o litoral norte ao interior do país. É uma estrada bastante importante para a região transmontana porque vem "desencravar" vários municípios cujas acessibilidades se classificam actualmente abaixo do medíocre
O IC5 é considerado pelos autarcas da região como uma via "estruturante" e há muito reclamada pelos concelhos do nordeste interior. Vai ligar o concelho de Miranda do Douro ao nó da futura autoestrada transmontana, junto ao Alto do Pópulo, no concelho de Alijó.
A abertura do IC5 poderá “em muito” potenciar o turismo da região, considerado a sua “principal” indústria, poderá trazer "desenvolvimento económico" aos concelhos por onde passa, já que os aproxima do litoral.
Como é uma via que não terá portagens, poderá ser uma alternativa para quem se desloca ao sul do distrito de Bragança e para o IP4. O IC5 vai desencravar toda a parte sul do distrito de Bragança e criar novos desafios. No entanto, fica pendente a sua ligação com Espanha, já que será uma das portas de entrada de espanhóis em Portugal, apesar de o itinerário terminar a cerca de 10 quilómetros da fronteira.
Esta nova via rodoviária é “um acto de justiça para com as populações que há muitos anos ansiavam por esta ligação”, a importância desta nova via não é só no aspecto rodoviário, mas também na competitividade que se acredita que vai trazer á região do ponto de vista económico e social.
Novas acessibilidades são uma forma de canalizar investimento para a região, pois acredita-se que irão criar um conjunto de oportunidades, pois torna a região mais competitiva, mais atractiva e serve as suas populações nas suas múltiplas necessidades.
No entanto o território tem que saber depois aproveitar estas oportunidades, é importante que os agentes económicos tenham a capacidade e a criatividade para aproveitar estas novas infra-estruturas e tirarem delas o máximo potencial e serem agentes de dinamização económica da região.
O IC5 vai permitir ligar Murça e Alijó a Miranda do Douro, mas também articular na zona de Vila Flor com o IP2 entre Bragança e a A25, aproximando assim o Nordeste Trasmontano.
Uma obra que irá permitir uma melhoria das condições de circulação há muito aguardada pelas populações do concelho de Alijó.

Boa Viagem a todos e conduzam com prudência.


domingo, 22 de abril de 2012

MARCHA DA INDIGNAÇÃO


Marcha de 300 agricultores contra a crise no Douro

Noticia Jornal de Noticias - edição on-line.
Cerca de três centenas de viticultores do concelho de Alijó reivindicaram, este domingo, mais ajudas para a Região Demarcada do Douro, no geral, e, em particular, para a sua adega cooperativa que está afogada em dívidas. A atividade principal da região, a produção de vinho, atravessa uma crise sem precedentes e está a deixar os lavradores na miséria.
A manifestação de protesto realizou-se após uma assembleia geral extraordinária em que foi eleita uma nova direção para a Adega Cooperativa de Alijó, instituição com cerca de 2000 associados a quem deve entre duas a quatro colheitas. O leme foi assumido Anabela Pinto Coelho, de 29 anos, engenheira agrónoma e também viticultora.
Anabela aceitou o "grande desafio" de liderar a adega durante o próximo ano e meio, até completar o triénio iniciado pela anterior direção, porque também ela é viticultura e sente na pele o que "custa chegar ao final do ano e não receber pelas uvas entregues na cooperativa". Aos restantes sócios deixou a promessa de "continuar o trabalho para tentar aliviar a situação financeira da instituição".
"A manifestação de hoje representa, em primeiro lugar, um grito de revolta contra a situação que se vive na vitivinicultura duriense", sublinhou o presidente da Câmara de Alijó, Artur Cascarejo. Juntamente com vereadores, inclusive da oposição, direção anterior e a recém-eleita, encabeçou a marcha, segurando uma tarja "em defesa da nossa adega cooperativa", que terminou com uma volta à rotunda do Homem do Douro, que simbolizou "um abraço a todos os viticultores durienses".
"De há 10 anos a esta parte a vitivinicultura duriense tem vindo a perder valor e volume", sublinhou ainda o edil, esclarecendo que a Comunidade Intermunicipal do Douro, que reúne 19 Municípios, adegas cooperativas da região demarcada e Governo, "estão a tentar encontrar soluções para este problema".
Durante o percurso feito em silêncio pararam junto à agência local Caixa Geral de Depósitos (CGD), onde gritaram: "Apoio à produção, sim; apoio à especulação, não!" A Adega Cooperativa de Alijó acusa a CGD de não apoiar a reestruturação da dívida de sete milhões de euros a viticultores, fornecedores, banca e Estado. À porta da instituição foi mesmo colocada uma tarja que rezava: "Para os Berardos jogarem na bolsa: Milhões. Para a gatunice do BPN: Milhares de milhões. Para a Adega de Alijó: Morte lenta... É este o nosso banco???".
Pedro Sousa, o presidente da direção cessante, explicou que "grande parte das instituições bancárias aceitou juntar-se num sindicato bancário" que permitiria a reestruturação da dívida. "Quando chegámos à CGD apenas ouvimos: "Ou começam a pagar ou não há reestruturação para ninguém!"".
Pedro Sousa acalenta ainda a esperança de que o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, ajude a desbloquear a situação, caso contrário, a situação será "muito mais complicada para a adega de Alijó".

segunda-feira, 2 de abril de 2012

FELIZ PÁSCOA.

A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem) está a chegar e com ela o tempo de celebrar uma das mais bonitas e importante festas da igreja católica para os cristãos a páscoa é a celebração da ressurreição de cristo (vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação.
A festa da Páscoa é a festa da ressurreição de Jesus, é um momento de reflexão e que remete à existência de Cristo, celebrar a Páscoa, significa celebrar a Vida” é deixar o Cristo viver em nós.
Páscoa é tempo de amor, de família e de paz… É tempo de agradecermos discretamente por tudo que temos e por tudo que teremos, é um sentimento nos nossos corações de esperança, fé e confiança.
Vamos celebrar a Páscoa com alegria, que ela nos traga esperança e seja símbolo de esperança, liberdade e vida.
Esqueçamos os presentes caros e lembremos mais a humildade Daquele que deu a sua vida para a nossa salvação.

Desejamos uma Pascoa Feliz

domingo, 4 de março de 2012

REUNIÃO NA CAMARA MUNICIPAL DE ALIJÓ PARA DEBATER A SAÚDE NO CONCELHO

A Reorganização da Prestação de Cuidados de Saúde, recentemente operada no Centro de Saúde de Alijó, conduziu ao encerramento de algumas Extensões, nomeadamente a Chã que servia de atendimento á população da Freguesia de Carlão sendo mais um sério obstáculo à prestação de cuidados de saúde que se querem de proximidade. Esta medida afecta sobretudo uma população maioritariamente envelhecida, mais pobre e desprotegida. Sendo que a nossa população segundo os censos 2011, apresenta um preocupante índice de envelhecimento, o qual se desaconselha que seja dificultada a prestação de cuidados de saúde. Acresce que não existem transportes públicos, exceptuando os transportes escolares o que impossibilita e torna mais cara a deslocação dos utentes, pois grande parte da população mais idosa não dispõe de meios de transporte próprio, nem meios económicos que permitam pagar um táxi, para o Centro de Saúde de Alijó, para onde foi deslocado o acompanhamento médico e de enfermagem, na sequência do encerramento da extensão de saúde.
Anteriormente já foi encerrado o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde, para além das sucessivas reduções no horário de funcionamento, bem como o fecho da Extensão de Saúde de Carlão.
É nosso entender que em vez de deslocar as populações, deve proceder-se à deslocação dos médicos e restantes serviços operativos, para junto da população afectada.

Ora nesta sequência foi convocada uma reunião para debater o actual estado da saúde no Concelho e apresentar alternativas aos recentes encerramentos das Extensões de Saúde e consolidar uma posição por parte do Município de Alijó para contestar junto da ARS-Norte todos estes encerramentos. A reunião teve lugar na Câmara Municipal de Alijó com todo o Executivo Camarário e os Presidentes das Juntas de Freguesia afectadas pelo encerramento das Extensões de Saúde, sendo que o Presidente da Câmara Municipal deu ordem verbal aos Presidentes das Juntas de Freguesia para se fazerem acompanhar dos membros da oposição das respectivas Assembleias de Freguesia. Acontece que a Presidente da Junta de Freguesia de Carlão não convocou ninguém da oposição, serve mais este exemplo para demonstrar o interesse que tem na defesa dos interesses da população da Freguesia de Carlão.
Desta reunião resultou uma exposição a remeter à ARS-Norte, depois de presente a reunião de Câmara extraordinária e logo de seguida à Assembleia Municipal.

SOUTO MOURA ENTERRA CENTRAL DE FOZ TUA EM BUNKER NO MONTE

Barragem vai ter casa das máquinas dissimulada no interior do monte para reduzir impacto visual da central na zona Património Mundial da Humanidade

Imagem virtual do final da obra

O projecto de Souto Moura para a barragem de Foz Tua prevê o corte do monte para construir um edifício técnico que depois será tapado com rocha e terra, preservando ao máximo a paisagem do vale.
É uma solução inovadora que esconde por baixo do solo as zonas técnicas e sociais da barragem, apenas deixando à superfície as peças transformadoras. A EDP confia que o novo projeto irá agradar à UNESCO, não temendo, por isso, a desclassificação do Alto Douro vinhateiro como Património Mundial da Humanidade.
Para minimizar o impacto visual e integrar a obra na sua envolvente natural, Souto Moura desenhou uma solução parecida com a do Estádio Axa, em Braga, também da sua autoria. Será feito um corte de perto de 90 graus no monte para acolher o edifício de aproveitamento hidroelétrico e, depois, a construção será tapada com pedra e solo e serão plantadas oliveiras, mantendo-se, assim, o corte original do monte e a harmonia visual do vale. "O edifico está lá, tem é uma arrumação diferente do costume", explicou, ontem, no Porto, o autor do projeto. "Está dissimulado num bunker que minimiza o impacto do betão", acrescentou o vencedor do Pritzker 2011 - a mais importante distinção mundial de arquitetura.
O presidente da EDP, António Mexia, mostrou-se satisfeito com "este exercício, unanimemente reconhecido como de enorme qualidade", que "transformou uma coisa claramente intrusiva em qualquer coisa que está totalmente inclusiva". A obra deverá concluir-se em 2015.
Recorde-se que, em outubro passado, a empresa tinha convidado Souto Moura para minimizar os impactos da barragem de Foz Tua - inserida em parte na zona Património Mundial - depois de técnicos da UNESCO terem ameaçado com uma desclassificação. A experiência terá sido tão do agrado da EDP que todas as futuras casas de máquinas também serão encomendadas a vencedores do Pritzker, anunciou Mexia.
A solução caiu bem junto de alguns autarcas do Tua presentes na apresentação. "Prova que quando os desafios são grandes, mas a qualidade também é superior se conseguem excelentes resultados", disse Artur Cascarejo, presidente da Câmara Municipal de Alijó. José Silvano, ex-edil de Mirandela, gostou da solução e espera que se vá mais além, para "conseguir também integrar o paredão".

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sábado, 3 de março de 2012

JOSÉ SILVANO À FRENTE DA AGÊNCIA QUE VAI GERIR MILHÕES PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO

Fundos advêm das contrapartidas da EDP pela construção da Barragem

O antigo autarca, que deixou o município transmontano no final de dezembro, depois de 16 anos de presidência, confirmou à Lusa que o novo cargo enquadra-se naquelas que sempre foram as suas pretensões, depois de abandonar as lides autarquias: ficar ligado a projetos que contribuam para o desenvolvimento da região. A agência faz parte das contrapartidas impostas à EDP pelos impactes da barragem em construção, há um ano, na foz do rio Tua com o Douro, no Nordeste Transmontano, e terá uma presidência rotativa por cada um dos municípios da área de influência. O primeiro a assumir a presidência é Alijo e seguem-se Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor, mas as funções executivas cabem a José Silvano, ele que foi o único dos cinco autarcas que se opôs à construção da barragem, em defesa da linha do Tua. Em declarações à Lusa, Silvano considerou que "não é um paradoxo", pois entende que, já que não foi possível travar a barragem, as novas funções serão "uma forma de ajudar a compensar a região com as contrapartidas". A nova agência vai gerir, em conjunto com o Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), um fundo que está já a ser aprovisionado e que corresponde a cerca de meio milhão de euros anuais durante os cinco anos de construção. Segundo a EDP, este valor poderá duplicar quando o empreendimento começar a produzir e corresponderá a três por cento da faturação líquida anual da produção de eletricidade. José Silvano explicou que metade deste fundo destina-se à criação de um parque natural naquela zona do Tua, 25 por cento ao desenvolvimento local e a restante percentagem à promoção turística. À agência competirá também construir o museu da memória do Vale do Tua e apoiar projetos locais de desenvolvimento regional, turísticos, de proteção da natureza e programas de empreendedorismo e desenvolvimento regional. O novo organismo, em que são parceiros os municípios e a EDP, terá também em mãos o ainda incerto plano de mobilidade imposto na Declaração de Impacto Ambiental como contrapartida pelos 16 quilómetros da linha do Tua que a albufeira vai submergir. Um terço da ferrovia ficará debaixo de água e o restante necessitará de um investimento intensivo, na ordem de dezenas de milhões de euros. Competirá à agência estudar a viabilidade da recuperação do troço entre a Brunheda e Mirandela. O troço final, entre a barragem e a estação do Tua, conta já com dez milhões de euros da EDP para um funicular para subir a encosta da margem esquerda do rio até ao nível do coroamento da albufeira e aquisição de barcos para transportar as pessoas até à cauda da mesma. Lusa.

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